Cinco Pontos importantes na hora de colocar seu processo de engenharia estrutural no fluxo de trabalho BIM

Data: 
Segunda, 1 Dezembro, 2014
Região: 
International

Para muitos engenheiros de estruturas o BIM chegou a um momento em que já não é apenas um modismo. O processo BIM traz um aumento significativo na produção e qualidade da construção. Os benfícios podem ser vistos em projetos grandes e pequenos e o mais recente projeto finalizado pela Louis Vuitton Foundation (por Frank Gehry) é um grande exemplo de fluxo de trabalho BIM e colaboração entre times multidisciplinares em diversos países.

Por outro lado, estruturas têm sido calculadas em 3D por décadas…Então como fazemos a ponte entre análise estrutural e o processo BIM? Esses são 5 aspectos essenciais para uma colaboração BIM.

1. Certificação IFC 2×3 para importação e Exportação

O arquivo IFC é um arquivo neutro, formato ISO que pode ser lido por todos os softwares BIM do Mercado tais como: Allplan, ArchiCAD, Revit, Tekla ou Vectorworks além de outros 150 softwares. O BuildingSMART é a organização responsável pelo format IFC e seu processo de certificação que garante um nível de qualidade alto e grande cobertura de objetos lidos.

2. Suporte para o modelo estrutural

A maioria dos softwares de análise estrutural definem seus modelos através de nós e linhas. É essencialmente uma idealização simplificada do modelo com o intuito de calcular esforços e deformações da estrutura. Esse modelo é chamado “modelo de análise”. O modelo estrutural (de referência), ou seja, o modelo BIM, define geometrias mais complexas e tem o intuito de ser um espelho da estrutura real, com excentricidades, espaços, cortes etc. Obviamente, uma ligação direta entre o modelo estrutural e de análise irá facilitar a comunicação e promover um melhor contexto para o engenheiro.

3. Reconhecimento de fórmulas

Enquanto a maioria dos softwares irão desenhar as vigas de concreto da mesma forma, acontece com frequência o desenho de objetos como “sólido geral”. Esse pode ser o caso de um pilar de ponte, ou laje com variação em espessura etc.. Nesses casos, ferramentas são necessárias para converter objetos 3D em objetos estruturais equivalentes, por exemplo: elementos lineares com uma seção transversal e uma superfície plana com espessura.

4. Alinhamento a partir de um modelo estrutural para o modelo de análise

Após importar o modelo de referência, a diferença entre ambos os modelos se torna clara: a maioria dos objetos não estão conectados ainda, há espaços e diferenças de alinhamento entre os elementos. Para efetuar o cálculo da estrutura, o engenheiro precisa primeiro ter certeza de que tudo está alinhado e conectado. E para ajudá-lo nessa tarefa o seu software de cálculo deve ter ferramentas de produtividade dedicadas.

5. API links

Em alguns fluxos de trabalho, o engenheiro talvez queira usar o modelo de análise criado em uma solução CAD, como Revit ou Tekla. Nesse caso você precisa de um suporte específico, o API link, suportando um número maior de objetos com um processo de mapeamento de seções transversais eficiente.

 

Você concorda com esses aspectos? Quão bem seu software de análise estrutural suporta os mesmos ?

 

Leituras interessantes :